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FILHA DE SANTO PEDE AJUDA AOS ESPÍRITOS
PARA PROTEGER EX-DIRETOR DE BANCO
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Carlos Pereira
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Foi notícia no Jornal Nacional de 25.02.2003: "Juiz suíço está em SP para ouvir depoimentos do desfalque do antigo Banco Noroeste" Um juiz suíço está em São Paulo ouvindo depoimentos sobre o maior desfalque bancário da história do Brasil. Em quatro anos, a metade do patrimônio do antigo Banco Noroeste desapareceu. O desfalque no antigo Banco Noroeste aconteceu antes dele ser comprado pelo banco Santander, em 98. O pivô da história é Nelson Sakaguchi, ex-diretor da área internacional do Noroeste. Ele está preso à espera de julgamento na Suíça. Sakaguchi teria desviado US$ 190 milhões de uma filial do banco nas Ilhas Cayman. O dinheiro se espalhou em dezenas de contas: US$ 30 milhões teriam sido mandados para os Estados unidos e para Hong Kong; US$ 40 milhões para a Inglaterra; US$ 120 milhões fizeram um caminho estranho: teriam sido lavados na Suíça e acabaram na Nigéria. Sakaguchi também teria desviado outros US$ 20 milhões em São Paulo. O advogado de Sakaguchi, Alfredo das Neves Filho, diz que seu cliente apenas cumpriu ordens: "Quem são os superiores de Nelson? Só podem ser os donos do banco". O advogado dos ex-acionistas do Noroeste, Domingos Refinetti, rebate a acusação de Nelson Sakaguchi: "Nós é que tomamos a iniciativa de prendê-lo, nós é que tomamos a iniciativa de tentar recuperar esse dinheiro no mundo inteiro". O juiz suíço Daniel Devaud está ouvindo depoimentos, em sigilo, na Procuradoria da República em São Paulo. Ele já ouviu a testemunha mais exótica do caso: a filha de santo Maria da Silva, consultora espiritual de Sakagushi, de quem teria recebido R$ 4 milhões. Ao juiz, ela resumiu sua participação na história: benzer contratos e pedir aos espíritos proteção para os negócios que Sakagushi fazia. Na casa onde mora a filha de santo, na zona oeste de São Paulo, ninguém atendeu nossa equipe de reportagem. Maria da Silva teria viajado. As vizinhas dizem que ela é muito procurada. "Gente fina, não é qualquer gente não. É gente bonitona, cheia de carro. Não é pobre não", conta uma vizinha.” É importante esclarecer que o Espiritismo não se preocupa em fazer trabalhos de consultoria para apelar aos espíritos por uma ajuda material, tampouco benzer contratos de negócios ou de qualquer outro tipo. O êxito ou fracasso para qualquer iniciativa que se faça está diretamente relacionado com o bom propósito que se tenha e aí a dimensão espiritual tende a colaborar naturalmente dentro da concepção da lei de ação e reação. A preocupação do Espiritismo é com a melhoria moral do ser humano, em especial revelando-lhe a sua verdadeira essência, que é a espiritual, e assim se compreendendo, agir em equilíbrio na vida atual, dando a importância devida a cada coisa. A matéria do Jornal Nacional deixa entender que “a consultoria” foi remunerada. Neste sentido, também é importante alertar que no Espiritismo todas as atividades desenvolvidas devem ser absolutamente gratuitas, seguindo a orientação do Cristo que deve ser dado de graça o que de graça se recebe. Não há, também, no Espiritismo, a prática de rituais como benzer algo materialmente, invocando ali a proteção espiritual ou divina. Este procedimento é dispensável, à luz da Doutrina Espírita, porque se entende que cada um de nós é impotente para garantir ou ser intermediário de bênçãos.
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